quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Eu acredito nisto...

A rua

Bem sei que, muitas vezes,
O único remédio
É adiar tudo. É adiar a sede, a fome, a viagem,
A dívida, o divertimento,
O pedido de emprego, ou a própria alegria.
A esperança é também uma forma
De continuo adiamento.
Sei que é preciso prestigiar a esperança,
Numa sala de espera.
Mas sei também que espera significa luta e não, apenas,
Esperança sentada.
Não abdicação diante da vida.

A esperança
Nunca é a forma burguesa, sentada e tranqüila da espera.
Nunca é figura de mulher
Do quadro antigo.
Sentada, dando milho aos pombos.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O sentir, o querer e o desejar...

Eu sinto, eu quero e desejo, mas o que fazer com isto?

domingo, 20 de janeiro de 2008

O que não se espera..

.. acontece e o que acontece não se espera, é assim tudo na vida é assim que as coisas se passam. Mas o que queremos e desejamos às vezes parece que não acontece. E Porquê? Porque será que as coisas às vezes são tão complicadas? Porque será que não podemos viver a vida e as situações sem ter que estar sempre a pensar se devemos ou não fazer isto ou aquilo? Porque é que a vida não nos deixa ser mais crianças irresponsáveis e exige de nós aquilo que nós por vezes não queremos dar, aquilo que não corresponde à nossa vontade, porque é que a vida não nos deixa ser simplesmente eternas crianças?

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Que enormidade...

Não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti (diz o ditado) e eu fiz (que anormal que fui). Nesta vida por vezes temos momentos de menos lucidez e eu tive o meu, pisei o risco e ultrapassei-o para aí uns 300 Km, excedi-me, ultrapassei todos os limites do razoável e do sensato, fiz o que não devia e agora vou pagar (e justamente) pelo que fiz. Parece que a vida é sempre justa connosco e lá estou a ter o castigo que mereço. Nunca me pensei capaz de uma enormidade destas, de uma falta de... tudo, mas afinal onde é que ficaram os meus limites do razoável???
Bom, a ENORMIDADE está feita e agora é esperar que tudo seja possível reparar (a esperança é sempre a última a morrer), agora é marterizar-me pelo que fiz e esperar que a vida além de justa também seja misericordiosa comigo.

domingo, 6 de janeiro de 2008

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Saber perder...

Eu sei, não gosto mas sei e sei aceitar uma derrota, nem toda a gente é assim, nem toda a gente consegue aceitar que perdeu, há quem nunca consiga aceitar que também perde, mas como eu sei que não sou invencível também sei perder. às vezes até vale a pena perder porque a batalha foi boa e nos ensinou muito. Perder não tem de ser necessariamente desprestigiante, não tem de ser necessariamente humilhante, muitas vezes uma derrota é apenas mais uma lição de vida. Eu até ja tenho algumas lições e nunca me canso de aprender o que esta vida tem para nos ensinar.